Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los.” Isaac Asimov

Cardápio Bilingue
Como pode uma organização efetivamente transferir o conhecimento ? A resposta curta, e a melhor, é: contratar pessoas perspicazes e deixar que elas conversem entre si. Infelizmente a segunda parte deste conselho é a mais difícil de se colocar em prática. Quase sempre as organizações contratam pessoas brilhantes e as isolam ou as sobrecarregam de tarefas que lhes deixam pouco tempo para pensar e nenhum para conversar.
O conhecimento é transferido nas organizações, quer gerenciemos ou não esse processo. Quando um funcionário pergunta a um colega da sala ao lado como ele poderia elaborar um orçamento que lhe foi pedido, ele está solicitando uma transferência do conhecimento.
Essas transferências cotidianas do conhecimento fazem parte da vida organizacional. Todavia, elas são localizadas e fragmentárias. Embora selecionemos entre os mais próximos quem seria o mais apto a nos ajudar, raramente tentamos encontrar a pessoa de dentro da empresa que possui o conhecimento mais profundo daquele assunto. Esperamos obter informação satisfatória de alguém que esteja por perto. Em um meio competitivo, dizer que algo é “satisfatório” costuma significar, na verdade, insuficientemente bom. Há uma profusão do conhecimento em nossas organizações, porém sua existência não assegura o seu uso.
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20/05/2009 às 17:20
Comentários – Parte I
Ótima abordagem deste assunto cujo peso é imenso para qualquer administração, e muitas vezes torna-se o maior responsável pelo fracasso de inúmeras organizações.
É uma incoerência formar uma equipe – e uma organização empresarial, seja qual for o seu porte, é simplesmente uma equipe – e não permitir que seus membros ou “colaboradores” interajam livremente quanto à transferência de conhecimento.
Este tipo de interação promove, não somente melhorias no relacionamento interpessoal (seja no convívio social ou profissional), como maior e melhor identificação com a organização, seus objetivos e metas, a evolução profissional e cultural de seus membros, a competividade sadia e, o engajamento na busca permanente pelo sucesso e sobrevivência da organização, da qual todos os membros da equipe têm uma intensa relação de dependência.
Opino, enfaticamente, que os administradores devem sempre estimular a transferência de conhecimento e o acesso aos mesmos, sem interferir na forma como isto ocorre ou mesmo limitando suas fontes, em benefício da sobrevivência da organização e das suas próprias.
Em mercados tão competitivos e mutáveis, como o demonstrado atualmente no cenário mundial, e em todas as mais otimistas previsões futuras, a busca pelo conhecimento e sua transferência é fundamental e continua sendo a verdadeira base da evolução.