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I Fórum Internacional da Economia do Conhecimento

Publicado em 20/04/2010 by Marcinha Tavares

economiadoconhecimento Embora não constem no balanço anual das empresas por não agregar valor financeiro específico, os ativos intangíveis são de grande relevância para avaliação das mesmas.

Pela primeira vez na história da humanidade, terra, capital, trabalho e matéria prima, deixaram de ser os principais criadores de riqueza. Agora, fatores diversos como governança e capacidade de inovação são fundamentais para qualquer organização. O conhecimento é o novo motor da economia.

Entre palestras e debates, o I Fórum Internacional da Economia do Conhecimento tratará do impacto dos ativos intangíveis no cenário global e abrangerá tópicos como captação de investimento, normas contábeis e gestão de empresas.

Como palestrantes, o evento trará membros do New Club of Paris – entidade que reune os maiores pesquisadores mundiais em Economia do Conhecimento – e alguns dos maiores gestores do Brasil, como Marcos Cavalcanti (CRIE/COPPE UFRJ), Ahmed Bounfur (Université Paris-Sud), Eduardo Rath Fingerl (BNDES), José Carlos Bezerra (CVM), Jorge Emanuel Cajazeira (Suzano) e José Arnaldo Deutscher (Criatec).

As vagas para o evento são limitadas!

Local: Hotel Guanabara – Centro, Rio de Janeiro – RJ.
Data: 12 de maio de 2010.
Clique aqui para maiores informações.

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DOM Strategy Partners e a metodologia IAM – Intangible Assets Management

Publicado em 04/12/2009 by Alexandre Quedinho

logodomA DOM Strategy Partners cunhou a Metodologia IAM (Intangible Assets Management), que objetiva organizar os ativos intangíveis da seguinte maneira:

  • Capital Institucional – É o capital resultante do conjunto de ativos que a empresa afere como prêmio a partir de seu processo sistêmico de coordenação de esforços voltados à geração de percepções de valor positivo em seus stakeholders. Ou seja, o capital institucional só tem valor se é percebido pelos stakeholders da empresa, não sendo, portanto, de controle e posse exclusiva da empresa, mas sim, resultado da eficácia de seus esforços coordenados em gerar valor perante seus stakeholders. São exemplos disso: marcas, símbolos, imagem, reputação, sustentabilidade, posicionamento na categoria, poder de mensagem, influência em comunidades, mitos etc. É o efeito reciprocidade, que garante um agente existe se é percebido por outro.
  • Capital Organizacional – É o capital formado pelo conjunto de ativos sistêmicos que a empresa possui e que produzem valor de maneira recorrente e contínua. Esse é o capital estrutural, de arquiteturas e fluxos, da inteligência do “como”, que garante entregas e evoluções. São exemplos desse capital o modelo de negócio, a arquitetura de processos, a infra-estrutura tecnológica, a arquitetura de sistemas, os sistemas de informação corporativos, a capacidade sistêmica de aprendizado, a geração de diferenciação, inovação e flexibilidade operacionais, o alinhamento das práticas e decisões ao core-business e à estratégia da organização, os modelos de remuneração e treinamento, a gestão do conhecimento, etc.
  • Capital de Relacionamentos – É o capital formado por toda a malha de relacionamentos que a empresa possui em seu ecossistema, analisado de maneira interativa em função de respostas obtidas aos seus esforços. De certa maneira, o eco corporativo da empresa é manifestado em sua existência quando a empresa consegue gerar valor a partir de seus relacionamentos. São exemplos desse capital, a rede de relacionamentos da empresa, sua malha de clientes e nível de fidelidade, seu poder de barganha na cadeia de valor, suas parcerias e alianças, seu acesso a mercados, sua capacidade de influência junto à imprensa e às várias instâncias de governos, o acesso a crédito e financiamento, etc.
  • Capital Intelectual – É o capital formado pelos produto intelectual gerado pelos indivíduos que compõem a organização e sua malha de stakeholders, ou seja, o produto do cérebro/trabalho desses agentes e sua produção individual ou colaborativa. São exemplos desse capital a inovação, patentes, propriedades intelectuais, propriedades industriais, metodologias, métodos, algoritmos, inteligência jurídica, inteligência competitiva, conhecimento corporativo, etc.

Para conhecer toda a metodologia, acesse o site da DOM.

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Pedro Legey fala sobre ativos intangíveis e a economia do conhecimento

Publicado em 06/10/2009 by Marcinha Tavares

Pedro_LegeyEntrevistado:  Pedro Paulo Legey, Engenheiro Eletricista formado pela PUC RJ, especialista em Marketing pela FGV RJ e mestre em Economia Empresarial formado pela UCAM.

Atuação: Consultor de avaliação de indicadores de ativos intangíveis através da percepção humana em empresas como Vale, Mongeral, Embratel e Botafogo. É também professor de Gestão do Conhecimento  da Marinha do Brasil. Possui experiência no desenvolvimento de Planejamento Estratégico, utilização de Estratégias de Marketing e Gestão de Projetos com aplicação de metodologia baseada em PMBOK  e na coordenação de grupos de estudos e palestras em trabalho voluntário.

ingestão.net: Pedro, acabamos de conferir a publicação das 100 marcas mais valiosas do mundo. Presenciamos o surgimento de empresas as quais costumo chamar “jovens gigantes”. A pergunta é: quanto vale uma empresa da nova economia, a economia do conhecimento?

Pedro Legey: As empresas inseridas na Sociedade do Conhecimento têm a maior parte do seu valor associado aos seus ativos intangíveis. O cálculo desses ativos possui discussão secular e existem algumas formas de mensurá-los desenvolvidas por especialistas no assunto que tem por base o valor de mercado, o custo e a renda, mas não existe uma fórmula exata, o grande sonho da Contabilidade, pois sempre o aspecto perceptível estará presente. De qualquer maneira, podemos assegurar: a empresa vale o quanto o mercado está disposto a pagar, e esta disposição está associada ao tipo de percepção sobre a empresa.

ingestão.net: O que podemos classificar como Ativos Intangíveis de uma empresa?

Pedro Legey: Os ativos intangíveis constituem-se na propriedade imaterial das empresas, cujo conjunto é composto por elementos como: recursos humanos, software, clientes, patentes, marcas, direitos autorais e know-how. São recursos não materiais controlados pela empresa, capazes de trazer benefícios futuros ao negócio. À medida que os anos passam e que as experiências da empresa são somadas, os ativos intangíveis passam a ter destaque e chegam a suplantar o valor dos ativos tangíveis.

Alguns estudiosos criaram modelos específicos dividindo e agrupando os ativos intangíveis a sua maneira, mas na essência são semelhantes. Considero a seguinte divisão como englobando todas as idéias: Capital Humano: capacidade, habilidade e experiências dos membros da empresa; Capital estrutural: sistemas administrativos, patentes, conceitos, modelos, rotinas, marcas, manuais, normas, metodologias, padrões, estratégia organizacional, processos de negócios, estilo gerencial e infra-estrutura tecnológica que fazem a empresa funcionar; e Capital de relacionamento: o que valoriza e incentiva às alianças estratégicas com clientes, fornecedores, acionistas, investidores, terceirizados, prestadores de serviços e a sociedade em geral para ampliar sua presença no mercado.

ingestão.net: Os intangíveis são realmente relevantes para empresas de qualquer setor e tamanho, incluindo as pequenas e médias empresas?

Pedro Legey: Sim, pois todas as empresas, independente do setor e tamanho, precisam agregar aos seus produtos uma percepção positiva, que é totalmente intangível. Foi-se a época em que os recursos financeiros, o tamanho da empresa, a localização, etc, definiam o sucesso da empresa. Hoje, o sucesso está atrelado à capacidade de inovar, que é estimulado pelo conhecimento, e que todos podem desenvolver.

No desenvolvimento dos intangíveis, as grandes empresas podem investir mais recursos do que as pequenas e médias, mas em contrapartida possuem uma estrutura bem maior que tornar muitas vezes mais difícil o fluxo de informações e a quebra de modelos mentais para o desenvolvimento do conhecimento. As pequenas e médias empresas têm chances no mercado, mas precisam tomar consciência de que inovar não é simplesmente colocar nos seus valores organizacionais essa palavra, ou participar de treinamentos do assunto, ou fazer o que todos fazem. Inovar é investir no conhecimento, é procurar caminhos diferentes que possam ser percebidos pelo mercado como um diferencial.

ingestão.net: Para finalizar, mais uma pergunta: Em sua opinião, os gestores brasileiros têm consciência da importância dos intangíveis e estão preparados para administrar esse ativo e transformá-los em resultados positivos?

Pedro Legey: As empresas de uma maneira geral, e especificamente as brasileiras, estão antenadas sobre este assunto e procuram investir nos seus ativos intangíveis. Basicamente, investem em TI, treinamentos, mensuração de clima, mapeamento de competências, marketing, gestão do conhecimento como formas de desenvolvimento dos seus ativos intangíveis. Dentre as dificuldades podemos citar as seguintes:

1) A definição de indicadores que retratem os resultados: normalmente procuram indicadores estatísticos sem levar em consideração os problemas de análises e a aderência percepção-estatística.

2) O tempo do processo: muitas vezes o conhecimento gerado se baseia em informações desatualizadas. Exemplo verdadeiro: grande empresa que está entre as melhores de se trabalhar, mas no momento que esta informação foi para o mercado a empresa está demitindo funcionários por dificuldades financeiras. Já imaginou se estivéssemos decidindo uma compra através da informação inicial?

3) A transformação das informações geradas em conhecimento: muitos acreditam que basta treinar, basta administrar as informações através de poderosos sistemas que o desenvolvimento do conhecimento está garantido, esquecendo-se dos aspectos emocionais, inconscientes, das experiências concretas, etc.

Como análise superficial, podemos dizer que estas dificuldades se devem a uma maior preocupação com o processo, em gerar informações, do que com a medição e a transformação dos resultados em conhecimento. E isso parece ser uma característica da própria sociedade, que gera informações a todo instante, mas não tem tempo de processá-las para torná-las conhecimento. Podemos citar o número de enquetes diárias veiculas pelos meios de comunicação cujos formatos e os resultados online demonstram as falhas para se gerar conhecimento.

Mas, estamos no caminho certo! Existem muitos profissionais experientes e competentes que podem auxiliar nesse processo de conscientização das empresas.

O que você achou desta entrevista? Mande um Feel. É rapidinho!

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Última chamada para o KM Brasil 2009

Publicado em 08/09/2009 by Marcinha Tavares

Falta pouco para o maior evento de Gestão do Conhecimento realizado no Brasil. De 23 a 25 de setembro, acontece em Salvador, o KM Brasil 2009 – 8a edição do Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento.

kmRealizado pela SBGC, o evento reúne profissionais brasileiros, acadêmicos e palestrantes internacionais (como os já confirmados Pierre Fayard, Soumodip Sarkar e Kent Greenes) em torno da discussão sobre “O Brasil no contexto da Gestão do Conhecimento para a Inovação”.

No momento em que o Brasil sobe oito posições no ranking mundial de competividade, a temática tão povidencial será abordada segundo a visão dos setores acadêmico, privado, público e terceiro setor, através de debates, mesas-redondas e grupos de trabalho, de forma interativa. A programação inclui palestras, apresentações de trabalhos científicos e relatos técnicos e discussões sobre temas como:

  • Gestão do Conhecimento e Sustentabilidade
  • GC na Busca de Excelência Empresarial
  • GC na Busca de Excelência Empresarial
  • Inovação nos Tempos Fáceis e Difíceis
  • Avaliação Ativos Intangíveis
  • Redes Sociais
  • GC na Modernização da Gestão Pública, e muito outros.

O evento é direcionado a empresários e empreendedores, gestores dos setores privado e público, formuladores de políticas e diretrizes organizacionais nos âmbitos privado e público, consultores empresariais, acadêmicos (professores, pesquisadores e estudantes), representantes do Terceiro Setor e ao público interessado em práticas de Gestão do Conhecimento.

Acompanhe os resumos diários aqui no blog e as notícias mais importantes do evento através do nosso Twitter.

  • empresários e empreendedores
  • gestores dos setores privado e público
  • formuladores de políticas e diretrizes organizacionais nos âmbitos privado e público
  • consultores empresariais
  • acadêmicos (professores, pesquisadores e estudantes)
  • representantes do Terceiro Setor
  • público interessado em práticas de Gestão do Conhecimento

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O valor está no intangível

Publicado em 03/08/2009 by Alexandre Quedinho

intangivelHá cerca de um ano e meio atrás, a Microsoft apresentou proposta de aquisição do Yahoo. A oferta foi de 44,6 bilhões de dólares o que equivale a 31 dólares por ação, um ágio de 62% com relação ao preço de fechamento das ações do Yahoo na Nasdaq, no dia 31/01/2008.

Daí vem as perguntas: “Quanto vale uma empresa da nova economia ? Como medir o seu valor nos tempos atuais ?”.

Para isso, precisamos entender a mudança que estamos passando atualmente na economia e na sociedade. Uma transformação que, segundo Peter Drucker, iniciou-se há, pelo menos, dois séculos com a aplicação do conhecimento ao conhecimento e trazendo a necessidade de uma gerência eficaz.

Como Drucker escreveu em seu livro “Sociedade Pós-Capitalista”: “A cada dois ou três séculos ocorre na história ocidental uma grande transformação. Em poucas décadas, a sociedade se reorganiza – sua visão do mundo, seus valores básicos, sua estrutura social e política, suas artes, suas instituições mais importantes. Depois de cinqüenta anos, existe um novo mundo. E as pessoas nascidas nele não conseguem imaginar o mundo em que seus avós viviam e no qual nasceram seus pais.”

Você pode estar perguntando: “Qual é a relação dessa transformação com a introdução do texto sobre a proposta de aquisição do Yahoo pela Microsoft ?”

Tem tudo a ver porque essas transformações mudaram a maneira como os negócios são avaliados hoje. No século passado uma empresa era composta de 85% de capital tangível como valores financeiros e patrimônio (máquinas, mobiliário…), e os 15% restantes da empresa era capital intangível (conhecimento). Neste século, esses percentuais inverteram-se, passando a empresa ser composta de 85% de capital intangível, conforme figura abaixo. Isso explica o porque da Microsoft fazer uma proposta de aquisição com valor de 62% acima do valor de mercado do Yahoo. Proposta essa que não foi aceita pelo conselho de diretores do Yahoo que considerou baixa a proposta.

Diante dessa mudança, onde os ativos intangíveis passaram a ser preponderantes sobre os ativos tangíveis, a dificuldade está em estabelecer qual o valor real de uma empresa. O instrumento atualmente utilizado para medir o valor das empresas é a contabilidade que tem como função prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do patrimônio da empresa, segundo o Conselho Federal de Contabilidade.

Note que o foco está em patrimônio, onde podemos supor que a contabilidade atual consegue definir o valor de uma empresa do século passado, mas não está adaptada para medir o valor de uma empresa do século XXI. Realidade essa referendada pelo mercado acionário que, há muito tempo, sinaliza que os registros e balanços contábeis não decidem mais o valor das companhias. O humor do mercado de ações varia muito mais em função das novidades intangíveis do que evolução dos indicadores financeiros.

Tomemos como exemplo uma empresa de consultoria. Como poderemos avaliar o valor de uma empresa de consultoria ? Pelos móveis e computadores existentes ou pelo conhecimento e experiência dos consultores da empresa ?

E no caso do Yahoo ? O que a Microsoft comprará ? Mesas, cadeiras, computadores, prédios ? Claro que não. Ela está comprando a capacidade de inovação do Yahoo e uma estrutura de serviços para fazer frente ao seu principal concorrente que é o Google, além de entrar de vez no mercado de Internet.

A pergunta é: “Caso a proposta de aquisição seja feita, O que faria a Microsoft se os colaboradores do Yahoo resolverem pedir demissão ou receberem uma proposta de maiores benefícios por parte do Google ?”

O que podemos notar é que o capital intelectual (intangível) tem um peso muito maior no século XXI do que no século passado. A dificuldade estará em estabelecer padrões que possam medir a importância desse capital para o desempenho e geração de lucros pelas empresas.

Como disse Peter Drucker: “A revolução da informação representa um nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.”

O desafio está lançado. Para finalizar, uma última pergunta: “Nossos gestores estão preparados para administrar esse capital e transformá-los em resultados ?”

Veja também

http://nosda18.wordpress.com/2009/03/11/contratos-de-prestacao-de-servicos-na-era-do-conhecimento/

http://nosda18.wordpress.com/2009/05/21/o-bndes-e-os-ativos-intangiveis/

http://nosda18.wordpress.com/2009/05/27/como-calcular-o-valor-percebido-da-sua-empresa/

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A real importância da marca

Publicado em 13/07/2009 by Alexandre Quedinho

A marca é um importante ativo intangível mas não é o único…

cifraoOu do contrário, o capital intangível das empresas, grosseiramente dado pela diferença entre seu valor de mercado e patrimônio líquido, seria igual ao valor da marca bradado por institutos de brand valuation (cada qual chegando, por metodologias diferentes, a valores diferentes para as marcas das mesmas empresas). Contas e números, no final do dia, são coisas mais sérias e menos sujeitas a análises puramente palpiteiras do que discursos apaixonados sobre o âmago instrínseco da personalidade marcante da marca corporativa… Ou qualquer absurdo lingüístico e retórico que seja escolhido para defender pontos de vista ingênuos, mal-formados ou mesmo mal-intencionados.

Mais ainda, seguindo pelo caminho das obviedades, diversas empresas em diversos segmentos de mercado (ex.: atacado e infra-estrutura) mal precisam de sua marca para se tornarem relevantes e sim… terem reputação transacional.
 
Entretanto, volta e meia vemos publicitários, marqueteiros e analistas desavisados (o pequeno grupo dos ruins da profissão) defenderem que a marca das empresas corresponde à totalidade de seu ativo intangível. Fica claro, pelo menos aos mais responsáveis, que isso é uma inverdade fundamental, além de uma forte incapacidade matemática de chegar a conclusões.
 
marcas-300x225Marca é um intangível extremamente relevante, de uma miríade potencial de mais de 100 intangíveis de que as empresas, em média, podem dispor (referente ao estudo da DOM Strategy Partners chamado Gestão Sistêmica de Ativos Intangíveis) para construírem sua estratégia de diferenciação e perenidade.
 
Foi-se o tempo em que estoques, vendas e maquinários eram os únicos ativos de uma empresa. Hoje, valores como capital humano, inovação, governança corporativa e relacionamento com clientes e consumidores são alguns dos intangíveis que realmente diferenciam uma companhia de suas concorrentes. E a marca é outro desses ativos que influencia, e bastante, a competitividade e os resultados das empresas. Dependendo do setor, isso pode ser ainda mais verdade. Bens de Consumo (alimentos, bebidas, higiene e cosméticos), Varejo, Serviços, Financeiro e Automobilístico dentre outros, são setores em que a marca é um dos ativos que tem maior peso e que, de certa, reúne em sua expressão, boa parte dos demais intangíveis da empresa.
 
Estudos da Stern Stewart indicam que empresas com marcas fortes têm seu resultado afetado de maneira muito mais suave em recessões do que as que não têm grandes marcas no portfólio de produtos. Aqui no Brasil, por conta de nossas análises nas 1000 maiores empresas do Valor, para o PIB 2007 e 2008 – Prêmio Intangíveis Brasil (www.premiopib.com.br) – pudemos notar que as empresas que melhor gerenciam suas marcas entregam resultados mais consistentes aos seus acionistas no longo-prazo. Ou seja, esse é um ativo que deve ser gerido como estratégico pelas organizações.
 
Mas como se cria e sustenta uma marca forte e relevante? Há vários fatores que a influenciam e que se retro-alimentam; dentre eles seu posicionamento, a comunicação, o marketing, a propaganda, os produtos e serviços que a abraçam, os talentos humanos e o relacionamento com os stakeholders corporativos, principalmente os clientes e consumidores.

E3D_tendenciasConstruir marcas, como deveria ser, não tem a ver só com publicidade, divulgação ou promoção. Diversas empresas conseguiram ter sucesso e liderança de mercado mesmo sem ter suas marcas amplamente divulgadas, conhecidas ou idolatradas. Em alguns setores até, como infra-estrutura e bens de capital, o peso da marca pode ser bastante diminuído. Em outras palavras, o nível de recall da marca nem sempre é seu melhor termômetro de saudabilidade ou mesmo de eficácia de posicionamento.
 
Branding é, de maneira geral, fundamental para qualquer empresa. Mas há outros intangíveis extremamente relevantes para qualquer organização, em qualquer setor, e que muitas vezes são confundidos com a marca por terem natureza parecida com ela. São eles: a imagem e a reputação.
 
Marcas são relevantes para o negócio, e como tal têm seu valor. Sua principal contribuição para o negócio reside, variando de setor para setor, de negócio para negócio, em contribuir com os dois grupos de fatores centrais do sucesso das empresas – (i) reputação e imagem e (ii) competitividade e resultados.
 
Marcas bem construídas e com valores e princípios alinhados ao seu posicionamento e públicos contribuem para a boa reputação e imagem das empresas ao agregarem “comerciabilidade” aos produtos, serviços e à própria companhia (em função de serem mais facilmente aceitas, por serem mais facilmente reconhecidas). Igualmente, marcas bem construídas trazem competitividade e resultados às empresas, pois significam a possibilidade de cobrar prêmios em seus preços, por conta dos elementos ligados à sua diferenciação e posicionamento exclusivos.

marketbox

Em suma, recomendamos aos gestores das companhias analisarem com profundidade a real necessidade, profundidade, amplitude e criticidade no investimento feito em suas estratégias de marca (e, por decorrência, de marketing, propaganda, promoção, internet etc). Branding sim, mas estratégico, afinado, eficaz e quantificável. Já é hora de abandonarmos o discurso padrão de que 50% do investimento em marca, propaganda, marketing e até sustentabilidade vai para o lixo. Vamos fazer contas, definir e adotar métricas e formas de se quantificar o valor deste intangível e dos outros.
 
Afinal, intangíveis só têm valor quando são percebidos pelo stakeholder que com eles interagem; mas, paradoxalmente, só valem alguma coisa de fato (em balanços, demonstrativos etc), quando mostram quanto valem.

(Por Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting Corp., é atualmente CEO da DOM Strategy Partners, presidente do Instituto Titãs do Conhecimento e co-manager da InVentures Participações. Articulista, conferencista e palestrante internacional, especialista em Estratégia Competitiva, Marketing e Gestão, é também co-autor do livro “Ativos Intangíveis – O Real Valor das Empresas”, publicado pela Ed. Campus Elsevier).

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Como calcular o valor percebido da sua empresa?

Publicado em 27/05/2009 by Marcinha Tavares

Estou reproduzindo abaixo uma matéria bem legal da ResultOn sobre avaliação de intangíveis:

Marca, know-how, ambiente de trabalho, patentes, capital intelectual, inovação, recursos humanos. Toda empresa é o resultado da soma de seus ativos tangíveis e intangíveis. Levando em consideração que os tangíveis são todos aqueles bens físicos, como calcular os intangíveis? Como obter os resultados que mostram o quanto sua empresa vale no mercado? Diversas teorias e cálculos podem ajudar na hora de saber o quanto você vale.

Lei No Brasil, a Lei 11.638/2007 regulariza o cálculo do intangível apenas como demonstrativo. Por isso, seus valores não servem como base para cobrança de impostos ou de qualquer outra contribuição tributária.

results_image

 Quem são eles?

Os ativos intangíveis são tudo aquilo que não é físico. Investidores recorrem a eles para avaliar o potencial competitivo dos empreendimentos, e nos EUA sua mensuração é obrigatória. Por aqui, apenas as grandes companhias precisam apresentá-los em seus balanços patrimoniais. Mas as pequenas também podem usar os intangíveis para medir o próprio potencial. Por isso,
pedimos a Eduardo Kayo, professor de Administração na pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, para elaborar uma lista com os ativos intangíveis essenciais a qualquer empresa. Veja abaixo:

Alguns ativos intangíveis

Ativos humanos

- Conhecimento, capacidade, talento, habilidade e experiência
- Empregados-chave
- Treinamento e desenvolvimento

Ativos de inovação

- Pesquisa e desenvolvimento
- Patentes
- Fórmulas secretas
- Know-how tecnológico

Ativos estruturais

- Processos
- Softwares proprietários
- Banco de dados
- Sistema de informação
- Sistemas administrativos
- Inteligência de mercado
- Canais de mercado

Ativos de relacionamento

- Marcas, logos e trademarks
- Direitos autorais
- Contratos de clientes, fornecedores, licenciamentos e franquias
- Direitos de exploração mineral e de água, entre outros

Mensurar os ativos intangíveis mostra qual é o valor da empresa percebido pelo mercado. Exemplo clássico disso é o da Coca-Cola. Somando-se suas fábricas, caminhões, maquinários etc., tem-se uma empresa que vale US$ 6 bilhões. Computando-se os ativos intangíveis (como a marca), o valor salta para US$120 bilhões.

Calcule

Alguns ativos, como a marca, são difíceis de precificar ou quantificar. “Muitos dizem que a diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de uma empresa seria equivalente ao intangível, mas essa é uma definição extremamente simplista”, observa Kayo.

O cálculo dos ativos depende de muitas variáveis, como, por exemplo, o valor intrínseco e o valor de mercado da empresa. O valor de mercado é fácil de descobrir quando a empresa possui ações na bolsa ou olhando-se o balanço no fim do ano. Já o intrínseco depende do fluxo de caixa que o investidor espera possuir no futuro. Para se chegar ao valor intrínseco, usa-se a seguinte fórmula:

formula
Vi
= valor intrínseco do ativo ou da empresa
FC
= fluxo de caixa esperado para o período t
k = taxa de desconto adequada ao risco do ativo ou da empresa
t = período correspondente ao fluxo de caixa

Mercado

Há quem ganhe dinheiro calculando o valor dos intangíveis das empresas. É o caso da Intcom, startup carioca que, apesar de não divulgar seu faturamento, conseguiu fechar negócio com a Vale, a Mongeral e a Wilson, Sons no último ano. Sua metodologia procura medir os ativos intangíveis a partir da percepção humana. Observando grupos – podem ser funcionários que participaram de um curso, por exemplo – e coletando opiniões, a Intcom chega ao dado que informa se o curso resultou em aumento da produtividade. “Esses ativos não estão refletidos nas demonstrações financeiras, mas se transformam em benefícios quando associados a alguma atividade ou ação da companhia”, defende Álvaro Antunes, sócio da empresa. Os intangíveis parecem ser um movimento do mercado para atribuir valor ao que há de humano nas empresas. Como conclui José Roberto Martins, dono da GlobalBrands: “O cálculo do valor das empresas não envolve apenas o levantamento de números ou da sua contabilidade, o que é até fácil. Difícil é apurar informações que revelem o que as pessoas querem realmente saber e o que torna os negócios valiosos na sociedade do conhecimento: valores humanos, associados a flexibilidade, inteligência e capacidade de adaptação rápida ao mercado; poder de inovação e comercialização de soluções em tempo rápido; infraestrutura de negócios associada a uma marca forte”.

Fonte: ResultOn

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O BNDES e os Ativos Intangíveis

Publicado em 21/05/2009 by Alexandre Quedinho

bndesO sistema usado pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para avaliar e decidir que empresas receberão recursos (e com qual taxa de juro) sofrerá uma profunda transformação. Em vez de se concentrar no desempenho financeiro das companhias que pedem empréstimo, o BNDES passará a levar em conta também os chamados ativos intangíveis. Assim, quesitos como a capacidade de inovação, o relacionamento com stakeholders e os riscos ambientais inerentes ao negócio responderão por pelo menos 50% do peso da avaliação que o banco fará da companhia.

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