O Google e a Intel devem anunciar uma parceria que pretende revolucionar a indústria de televisores. Ambos trabalham em uma nova plataforma, batizada de “SmartTV“, que permitirá o lançamento de aparelhos interativos, conectados à internet.
Segundo o jornal “Financial Times”, especula-se que a Sony será o fabricante de televisores contendo o microprocessador Atom, da Intel, e o sistema operacional Android, do Google.
Essa combinação será o “coração” de set-top boxes dos televisores Sony que permitirão exibir na tela, durante a programação, caixas de diálogo com Skype, sites de relacionamento, como o Facebook ou o Twitter. Operadoras de telefonia também poderão entrar nesse negócio.
Na Europa, a France Telecom e a Telecom Italia, dona da TIM no Brasil, já se mostraram interessadas em embarcar seus chips 3G nos set-top boxes. Isso significa que, pela rede dessas operadoras, o aparelho se conectaria automaticamente à internet pela rede de uma operadora de celular, além de exibir a programação televisiva.
O avanço dessa tecnologia é recente. A primeira experiência consistente da Intel nesse sentido foi com o Yahoo, em 2008. Neste ano, Samsung, Sony, LG, Sharp e Panasonic vão lançar televisores que permitem a conexão à internet com funcionalidades como videochamadas e “streaming” de filmes por meio de sites como Netflix.
Especialistas acreditam que a conexão dos televisores à internet (seja via cabo ou pela rede sem fio) será a maior evolução tecnológica desde a década de 1950, com o surgimento da TV em cores.


A Interbrand foi criada em 1974, quando o mundo inteiro acreditava que “marca” era apenas uma “logo”. Seu trabalho ao longo do tempo consistiu em mudar esta visão, criando e gerenciando marcas como ativos valiosos do negócio. A empresa acredita que as marcas podem mudar o mundo. E seu trabalho ao redor do mundo inteiro, através dos mais de 40 escritórios locais, consiste em avaliar, criar e gerenciar o valor da marca para seus clientes.


Imagine acordar e ser informado, pelo celular, de que o caminho que você costuma utilizar para chegar ao trabalho está excepcionalmente livre naquele exato momento. Na hora do almoço, seu BlackBerry o alerta sobre um novo restaurante na cidade que vem se tornando popular entre executivos de sua idade. À noite, recebe no celular uma oferta imperdível: aquele carro que você havia fotografado dois dias antes está em oferta numa loja da vizinhança. Esse roteiro, que mais parece coisa de ficção científica, está bem próximo de se tornar realidade. Empresas como Nokia, Microsoft e Google, além das próprias operadoras de telecomunicações, têm investido pesadamente no desenvolvimento de tecnologias capazes de esmiuçar o comportamento humano por meio do uso que fazemos de nossos telefones celulares. “Esses aparelhos fornecem informações preciosas sobre o comportamento dos indivíduos”, afirma Thomas West, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e um dos principais estudiosos do assunto. “E as empresas estão começando a tirar proveito disso.” O celular, assim, está prestes a se tornar um espião do dono.
Toda vez que utilizamos o celular, seja para fazer uma ligação, seja para receber um e-mail, enviamos um sinal às torres da operadora, que pode, então, identificar nossa localização. Isso significa que, ao longo do dia, da semana ou mesmo do ano, é possível estabelecer uma espécie de mapa com nossa movimentação. O que muitas empresas estão descobrindo é que, com mais de 4 bilhões de celulares circulando no mundo, é possível oferecer uma gama quase infindável de produtos e serviços com base no rastreamento dos usuários. A aplicação mais óbvia desse tipo de tecnologia está na coleta de informações sobre o trânsito. Nenhuma empresa tem investido tanto nesse tipo de serviço quanto a finlandesa Nokia, maior fabricante de celulares do mundo. Depois de gastar 8 bilhões de dólares na compra da produtora de mapas digitais Navteq, a empresa estabeleceu, no início de 2008, uma parceria com a Universidade da Califórnia com o objetivo de mapear as condições do trânsito em tempo real. Os primeiros testes, realizados com aparelhos equipados de GPS, mostraram-se animadores, e a Nokia já mantém conversas com a Mobwise, empresa recém-criada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para desenvolver um serviço parecido em São Paulo.








