Três emissoras estão com a interatividade habilitada em São Paulo: o SBT, a Rede Globo e a Bandeirantes.

De todas, a do SBT é o mais simples: mostra algumas manchetes, destaques da programação e promoções (estes dois últimos ainda aparecem em branco). Além disso, oferece uma enquete.

A da Rede Globo, que tem a Copa do Mundo como tema, é mais elaborado. Mostra a tabela de jogos, a escalação das seleções que jogam no dia e a tabela de classificação. Também oferece uma enquete e um “bolão interativo”, que premia quem acertar o placar do próximo jogo.

Já a da Band, também da Copa do Mundo, mostra dados da seleção brasileira (estatísticas, história e jogadores) e da Copa no geral — essa com informações da rodada, das seleções (inclusive o perfil de todos os jogadores) e dos estádios. É o único a não oferecer nenhuma enquete ou algo do gênero.

Um pequeno “grande” detalhe
como não é possível enviar dados pelo sinal da TV para algumas funções, como enquetes, você precisa de um canal de retorno. Atualmente, o único canal de retorno possivel é usando uma conexão com a internet, via banda larga, já que as TVs e settop boxes só possuem entrada para cabo de rede (ou WiFi). Então, para usufruir completamente da TV Interativa, é necessário também possuir banda larga em casa e compartilhar a conexão com a TV.
Interatividade: Qual o benefício esperado ?
Quando a TV Digital começou a ser implementada, o governo falava muito em usar a interatividade para inclusão digital, aproveitando que a TV está presente em mais de 90% dos lares brasileiros. A intenção era levar os serviços do “governo eletrônico” para a TV e facilitar o acesso à maioria. Só que esses serviços precisam enviar dados para os servidores do governo, exigindo um canal de retorno. Hoje, estariam limitados aos que já possuem banda larga em casa — e que certamente já possuem computador em casa, diminuindo bastante a utilidade desses serviços.
Para atingir às massas, o ideal seria um canal de retorno gratuito, mas é algo bastante difícil de se concretizar… Afinal, quem vai arcar com os custos da transmissão? Emissoras? Fabricantes de TV ? Governo ? O mais próximo da realidade seria alguma TV com 3G integrado e um plano gratuito que desse acesso apenas aos servidores das emissoras, algo como o Amazon kindle. Mas a Amazon paga a conta do 3G com as vendas de e-books; como ficaria isso nas TVs ?


Desde 2007 o telespectador passou a ser o dono da sua própria programação. Com um simples clique no controle remoto de sua TV ele pode, por exemplo, comprar as roupas usadas pelos atores de suas novelas preferidas, decidir o final do seu seriado preferido e comentar, ao vivo, o desempenho dos jogadores da seleção brasileira de futebol. Ele também não assiste mais à televisão apenas em sua casa: pequenas TV’s portáteis ou telefones celulares com alta definição de imagem captam o sinal digital e proporcionam entretenimento em qualquer lugar onde estejam. Veja na ilustração como isso acontece:






