“A revolução da informação representa um nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.” ( Peter Drucker )
Desde 2007 o telespectador passou a ser o dono da sua própria programação. Com um simples clique no controle remoto de sua TV ele pode, por exemplo, comprar as roupas usadas pelos atores de suas novelas preferidas, decidir o final do seu seriado preferido e comentar, ao vivo, o desempenho dos jogadores da seleção brasileira de futebol. Ele também não assiste mais à televisão apenas em sua casa: pequenas TV’s portáteis ou telefones celulares com alta definição de imagem captam o sinal digital e proporcionam entretenimento em qualquer lugar onde estejam. Veja na ilustração como isso acontece:
Até o final deste ano todas as capitais brasileiras terão transmissão digital. Em 2010 as funções de interatividade chegarão aos lares de todos os telespectadores brasileiros.
inTeratividade
A associação do sinal digital com a internet marcará, de forma definitiva, a relação entre emissoras e telespectadores, alterando radicalmente o conteúdo e a maneira como o brasileiro se relaciona com a televisão.
A ramificação dos canais da TV aberta possibilitará ao telespectador assistir à programação principal e buscar em canais adjacentes, por exemplo, informações sobre a carreira de um entrevistado de um talk show. Janelas, customizadas de acordo com os interesses dos espectadores, mostrarão, por exemplo, não só os dados da bolsa de valores, mas também a relação de todos os usuários conectados.
Outra grande transformação aguardada é a transformação pela qual passará a publicidade, uma vez que o telespectador não mais precisará assistir aos programas no horário em que são transmitidos, extinguindo-se a função dos blocos comerciais (a propaganda deverá se integrar ao conteúdo, investindo em merchandising e na produção de programas customizados).
Em resumo, a interatividade proporcionada pela TV 2.0 afetará o modelo de negócio das emissoras: Monitoramento de redes de relacionamento, informação em tempo real, dispositivos móveis e investimentos em RH serão ingredientes necessários para saciar o apetite dos telespectadores brasileiros.











